A cortina hospitalar garante privacidade e ajuda a organizar os espaços de atendimento, porém, assim como outras superfícies próximas ao paciente, pode acumular bactérias.

O contato frequente com as mãos exige atenção à limpeza, ao manuseio e à troca dessas divisórias.

Hospitais e clínicas precisam incluir as cortinas na rotina de higiene ambiental, com procedimentos definidos e acompanhamento da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar, a CCIH.

Como as bactérias chegam às cortinas hospitalares?

Ao abrir ou fechar uma cortina, profissionais, pacientes e acompanhantes podem transferir microrganismos presentes nas mãos para o material.

As bordas usadas para movimentar a divisória merecem atenção especial pela frequência de contato.

Estudos identificaram bactérias potencialmente patogênicas em cortinas hospitalares, inclusive após períodos curtos de uso.

Entretanto, encontrar bactérias na superfície não significa, por si só, comprovar que aquela cortina causou uma infecção, mas a contaminação reforça a necessidade de cuidados preventivos.

Como deve ser feita a limpeza da cortina hospitalar?

O procedimento depende do material e das orientações do fabricante.

Cortinas têxteis reutilizáveis precisam seguir um processo de lavagem compatível com o uso hospitalar, modelos que permitem higienização na superfície exigem produtos e métodos adequados ao revestimento.

A equipe deve respeitar a diluição, o tempo de contato e as instruções dos produtos utilizados e aplicar um desinfetante incompatível pode danificar a cortina e comprometer sua conservação.

As áreas mais tocadas precisam receber atenção proporcional ao risco, o CDC, órgão de saúde pública dos Estados Unidos, inclui as bordas das cortinas de privacidade entre as superfícies de contato frequente que demandam limpeza ou desinfecção mais frequente.

Quando trocar a cortina hospitalar?

A instituição deve estabelecer a periodicidade conforme o setor, o material, a intensidade de uso e a avaliação da CCIH.

Não é adequado adotar um mesmo prazo para todos os ambientes sem considerar essas condições.

Sujidade visível e contaminação exigem providências, sem aguardar o calendário. pois em surtos de norovírus, por exemplo, o CDC recomenda trocar as cortinas quando estiverem visivelmente sujas e na alta ou transferência do paciente e essa orientação é específica para esse contexto.

Cortina com tratamento antimicrobiano dispensa limpeza?

Não, esse tratamento pode reduzir a contaminação em determinadas condições, mas sua eficácia depende da tecnologia e das evidências do produto e ele não elimina a necessidade de higiene das mãos, limpeza e troca.

Como escolher uma cortina hospitalar?

Avalie a facilidade de higienização, a resistência ao processamento e a documentação técnica.

Solicite ao fornecedor instruções claras de conservação e evidências para alegações antimicrobianas.

Escolher bem e manter uma rotina documentada ajuda a preservar a privacidade e a integrar as cortinas aos cuidados com o ambiente hospitalar.